Penso, logo inovo

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Desde que me entendo por gente minha imaginação nunca me deu trégua e com a chegada da vida adulta, ela começou a me levar para a criação do meu próprio caminho de fazer as coisas.

Se acontece isso comigo, acredito que acontece com todos. Nunca somos lineares.

Particularmente, nunca segui um modelo que esperavam de mim. Os caminhos alternativos sempre foram as minhas primeiras escolhas e sou assim até hoje. Comecei a vida acadêmica fugindo do magistério para fazer um técnico de Edificações. Depois fui para Economia e em seguida, fui para o design na profissão. Na academia, tentei diversas vezes estudar design, mas esta é muito mais rígida do que as minhas tendências e segui para gestão. Depois encaminhei-me para o doutorado interdisciplinar do Programa de Pós Graduação do Instituto de Economia da UFRJ, Políticas Públicas, Estratégia e Desenvolvimento, finalmente encontrei o lugar que me aninhei.

Descobri como é bom ser criativo. Conheci “amigos pra sempre”, tão bons e muito melhores do que eu e elaborei uma tese sobre conhecimento tácito e proteção do conhecimento.

Nesse meio tempo, dei aulas de graduação em design, criei uma ONG, fui para Portugal e França. Terminei meu doutorado e enfrentei dois concursos que me deixaram enlouquecida e meio apática…

Não, esse não é meu caminho por hora…

Daí, minha mente se abriu de vez… comecei a formigar a ideia de ajudar as pessoas a criar algo. Juntei com um amigo que já tinha uma empresa constituída, a Santanna Rocha Consultoria, e agora estou aqui com a minha imaginação solta.

Percebi que, assim como eu crio para mim, posso fazer o mesmo pelos outros. Hoje eles estão dando o nome disso de mentoria. Voilà que é nome bem interessante para quem tem experiência em inventar moda, como dizia a minha mãe.

Mas fazendo esse retrospecto, eu percebo que as crises são o principal detonador para a inovação, tanto pessoal quanto para as empresas (porque são, de fato, um conjunto de pessoas).

Assim como eu, milhares de empresas nascem nesse período, onde a inovação é o único caminho para a saída da estagnação. O movimento é percebido pelas grandes empresas, mas as mudanças e inovações já se iniciaram antes, pelas propostas individuais, pelas pessoas, como eu e você.

A garra, a vontade de buscar alternativas, a vontade de ser independente e nunca mais sofrer reveses são poderosas âncoras para nos impulsionar a se movimentar, não importando as dificuldades burocráticas, a tão famigerada crise, às estatísticas… Esse poder humano movimenta tudo ao seu redor.

O fato é que o empreendedor, neste momento, tem uma motivação premente, de urgência e que permanece até começar a sentir orgulho do que faz. Logo, é indiferente se a motivação de iniciar uma empresa foi a partir de uma necessidade de auto-emprego ou se foi por uma percepção de uma oportunidade.

É por isso que eu acredito que se

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e isso faz bem!

Do que eu sei, das coisas que já vivi e vi, sempre é bom imaginar e melhor ainda é inovar. O ambiente ao nosso redor muda, mesmo que não venhamos a receber os recursos financeiros imediatamente. Isso é só uma questão de tempo.

Faz bem para saúde física, emocional e mental, imaginar, elaborar meios alternativos, tomar caminhos diferentes, inventar as coisas…

Por isso, inovar é sempre o melhor remédio!

LIM

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